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Teste da Ducati Diavel 1260 S

A Naked foi atualizada e está mais bonita, mais longa e mais potente

Foto: Reprodução Foto: Reprodução

Como o nome já diz, Diavel significa diabo, embora não seja um termo normalmente utilizado na Itália. Diavel tem o mesmo significado por lá, mas também designa a região onde está localizada a fábrica da Ducati, em Bolonha. Habitualmente, os italianos usam a palavra “diavolo”.

Apresentada em 2010, no Salão de Milão, tendo como alvo a Yamaha V-Max, a super moto foi sucesso. Sua segunda geração veio em 2015 e recebeu diversas melhorias até chegar onde chegou. Mais apimentada, mais moderna e maior, mas, podem acreditar, apesar da “monstruosidade”, a moto é fácil de ser pilotada, até porque a posição de pilotar é de uma Naked, isso significa ficar numa posição como se estivesse sentado em uma cadeira, mas não muito relaxado como se estivesse em uma Cruiser, moto mais estradeira, e nem muito deitado, como nas super esportivas. Resumindo: ela é a moto ideal, nem muito isso e nem muito aquilo.

Além das características ergonômicas, a Diavel 1260 S ainda ganhou painel digital multifuncional, nova iluminação, banco mais largo e com nova forração. Já na parte técnica estão incluídos novo chassi em treliça, que proporcionam um ângulo de caster aumentado, e entre-eixos mais longo, que oferecem oferecem ótima dirigibilidade.

O propulsor Testastretta DVT 1.262 cm³ é combinado com o câmbio de seis velocidades e transmissão por corrente. Com 162 cv e torque de 13,15 Kgf.m, este motor entrega sua potência de forma suave, desde as baixas rotações. 
O modelo ganhou inovações no mapa de pilotagem, com três opções: Sport, Touring e Urban, que podem ser selecionadas por um botão que fica no punho esquerdo. As informações estão visíveis no painel de instrumentos digital.

A suspensão é muito eficiente, absorvendo bem as irregularidades do piso e permitem múltiplas regulagens. Já os freios, com grandes disco, pinças de fixação radial e sistema ABS atuam de forma instantânea, tornando a frenagem precisa e segura. Para ajudar na absorção de impactos e melhor aderência, a Diavel 1260 S traz pneu traseiro com 240 mm de largura, com roda de alumínio forjado.
 
Impressões ao pilotar
Devo confessar: esse foi o primeiro test ride de muitos que virão. Começamos bem, afinal, esta moto é considerada a  “Ferrari” das “super bikes”, pois a Ducati é marca de referência no mundo.

Apesar de sua agressividade no visual, potência e aerodinâmica, a Diavel 1260 S é “domável”, pois a posição de pilotagem sugere braços abertos e estendidos, o guidão é levemente mais alto, banco com dois níveis,  largo, confortável e com altura suficiente para posicionar os dois pés no chão e o tórax fica levemente inclinado para a frente, mas nada demais.
Pilotamos a motocicleta pelo Parque dos Poderes e Avenida Afonso Pena. Rolê curto, mas prazeroso, ágil e fácil, já que a moto desenvolve bem suave e, a suspensão acertada para o piso.

Outra confissão: não tivemos coragem de tirar ela do modo “urban”, modo mais leve de pilotagem, com a potência diminuída para 100 cv, para o primeiro contato, porque para “quebrar o gelo no mundo duas rodas” foi de bom tamanho e a Diavel S pesa apenas 244 kg. Experiência única, divertida e segura.

Concluindo: é brinquedo de gente grande, caro, arrojado e para quem gosta de estilo, ela sai por R$ 94.900,00.

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