Setor de captação de órgãos do HB é o que mais conseguiu doações no Estado em 2017

Hospital conseguiu no ano passado, 79 doadores viáveis, resultado que colocou a instituição entre as melhores do estado.
15/04/2018 11:15 Saúde
Transplante realizado no Hospital de Base de Rio Preto (Foto: Reprodução/TV TEM)
Transplante realizado no Hospital de Base de Rio Preto (Foto: Reprodução/TV TEM)

O setor de captação de órgãos do Hospital de Base, de São José do Rio Preto (SP), foi o que mais conseguiu doações para transplante em todo o Estado de São Paulo no ano passado, segundo relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgão (ABTO), divulgado em março.

A aceitação das famílias, na hora de decidir pela doação, é maior do que a média do país. O número de transplantes realizado no HB vem crescendo na mesma proporção que o índice de captação de órgãos. O hospital conseguiu no ano passado, 79 doadores viáveis, resultado que colocou a instituição entre as melhores do estado.

No hospital, a cada dez famílias, apenas duas se recusam a doar órgãos de um parente que teve morte cerebral, o que dá uma média de 24% de recusa. Enquanto no Brasil o número é de 42%.

A estatística do HB não está tão longe da registrada na Espanha, por exemplo. No país com o menor índice de recusa de doação de órgãos, no mundo, 15% não aceitam a doação.

“O que temos feito nos anos é a formação de coordenadores de transplantes, que são pessoas treinadas pelo HB, médicos e enfermeiros que voltam para suas cidades e lá poderão fazer o trabalho de informar as pessoas sobre a importância da doação e transplante”, afirma João Fernando Picollo, chefe de captação de órgãos do HB.

O trabalho de treinamento dos profissionais tem que ser constante, segundo Picollo. Na região, 16 hospitais estão credenciados para fazer a captação. Entre os que mais notificam estão a Santa Casa de Araçatuba (SP) e os hospitais de Catanduva (SP).

“O ideal é que todo hospital tenha um coordenador de transplante. O brasileiro é generoso, muitas vezes quer doar, mas às vezes não consegue fazer isso porque não tem essa pessoa qualificada para orientar a família nesse momento”, afirma.

Há dez dias o trabalhador rural José Carlos Genovez fez um transplante de rim. Como o caso dele era muito grave, com apenas um mês e meio na fila de espera ele recebeu a tão esperada notícia de um órgão compatível.

“Maravilhosa a notícia, sentir que vai voltar a viver de novo, ainda mais por um ato de alguém que nem me conhece”, afirma o trabalhador.

O transplante foi feito no Hospital de Base em Rio Preto. Só no ano passado foram realizados 340 transplantes no HB, pouco mais de 30% a mais do que foi registrado em 2009, primeiro ano em que hospital começou a realizar esse tipo de procedimento.

Mesmo em meio a tanta dor, a coração de mãe da Cristiane Soares Batista arranjou forças para tomar uma decisão que mudou a vida de pelo menos outras sete famílias.

Ela autorizou a doação de todos os órgãos do filho mais velho, que morreu aos 20 anos por causa de um AVC. Um gesto que ela gostaria que todas famílias repetissem.

“É uma emoção que não dá para explicar. Ao mesmo momento chorava a morte do meu filho, mas ficava feliz que uma família, ou várias, estavam felizes porque tinha a oportunidade de continuar vivendo, que a vida não acabou ali”, diz Cristiane.

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Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba / G1

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