Rotary incentiva energia fotovoltaica na região

13/11/2018 17:39 Região

Para grande parte dos brasileiros, os gastos com energia elétrica estão entre os que mais comprometem o orçamento familiar. Imagine então, para as entidades assistenciais, que muitas vezes dependem de ajuda para conseguir cumprir as despesas?

Pensando em ajudar a reduzir esses gastos, o Rotary Club está realizando uma campanha para tentar convencer entidades assistenciais e filantrópicas a substituir a energia elétrica pela energia fotovoltaica, que é obtida por meio da instalação de um sistema de painéis solares que transformam a radiação em energia.

Essa proposta foi apresentada pelo governador do Rotary Club Distrito 4470, Marcos Aurélio Vinholli, à Santa Casa e à Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excpcionais) de Araçatuba durante visita à cidade na semana que passou.

De acordo com ele, atualmente a Santa Casa de Araçatuba gasta em média R$ 250 mil mensais em energia elétrica, já que praticamente todos os aparelhos dependem de energia. “Sou administrador de empresas e para uma empresa sobreviver, ela precisa baixar os custos. Quando a gente chega em uma determinada entidade que paga um valor exorbitante de energia elétrica, temos que apresentar alternativas”, argumenta.

Para ele, a substituição da energia elétrica tradicional pela gerada por meio das placas fotovoltaicas pode ser uma alternativa. Apesar de o investimento previsto para implantar todo o sistema no hospital ser alto, em torno de R$ 20 milhões, para atender toda a demanda, ele entende que isso pode ser feito por meio de linhas de crédito.

Pelo cálculo apresentado, somente com o valor pago mensalmente pelo consumo de energia elétrica, o investimento a ser feito pelo hospital seria quitado em 80 parcelas, o que corresponde a seis anos e meio.

“O que eu sugiro ao jurídico das entidades é que procure um banco ou uma linha de financiamento e faça uma simulação. De repente, o que se paga por mês de energia elétrica vai cobrir a parcela do financiamento”, argumenta.

Outra vantagem, segundo Vinholli, é que o excedente de energia gerada por essas placas pode ser comercializado pela geradora e o dinheiro revertido em renda para a instituição.

Outra opção para custear a instalação do sistema, de acordo com o governador do Rotary, seria a reversão de valores pagos por empresas em multas pela Justiça comum e pela Justiça do Trabalho para as entidades utilizarem na implantação desse sistema de geração de energia elétrica.

De acordo com ele, o sistema foi implantado na Apae de Chapadão do Sul (MS), por meio do Rotary local, que fez orçamento e procurou a Justiça local, que destinou à entidade uma verba de multa referente a um Termo de Ajustamento de Conduta, mediante prestação de conta. De R$ 2 mil mensais de conta de energia elétrica, hoje a instituição paga a taxa mínima, segundo Vinholli.

Para ele, essa seria uma alternativa para a Apae local, por exemplo, que paga cerca de R$ 11 mil por mês de conta de energia e precisaria de investir aproximadamente R$ 120 mil para instalação das placas de energia fotovoltaica. “O Judiciário hoje, por meio dos Termos de Ajustamento de Conduta, pode muito bem aplicar uma pena de multa e direcioná-la a uma entidade e isso já é executado aqui”, diz.

Esse dinheiro também ajudaria a instalar parte do sistema em instituições maiores, como a própria Santa Casa, o que ajudaria a reduzir o consumo de energia elétrica comprada da distribuidora.

Ainda segundo Vinholli, em Araçatuba existem lojas especializadas na comercialização e instalação de placas fotovoltaicas. Ele explica que os interessados podem procurá-las e solicitar a visita de um engenheiro para calcular quantas placas seriam necessárias para atender a demanda, o custo para implantação do sistema e o prazo de retorno, caso o investimento seja feito com recursos próprios. “Essa é uma ideia sustentável que estamos trazendo”, conclui.

Fonte: Folha da região / Lázaro Júnior

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