No ‘aniversário’ da internet, araçatubenses contam como a rede mudou as vidas deles

“Hoje, sou muito realizada profissionalmente, posso dizer que estou construindo um patrimônio próprio com muito esforço e dedicação
03/09/2018 13:19 Região
A internet possibilita que eu fique mais tempo com minha família
A internet possibilita que eu fique mais tempo com minha família

No dia 2 de setembro de 1969, há 49 anos, dois computadores se comunicaram pela primeira vez, transmitindo informações. Era a Arpanet, a “mãe” da internet. Essas experiências tecnológicas tinham sempre um objetivo militar naquela época. O mundo vivia a Guerra Fria e os americanos queriam se proteger de possíveis ataques e da espionagem sov

A coisa cresceu tanto que, ainda na década de 1970, as utilizações e as denominações se dividiram: Milnet, para assuntos secretos e militares e internet, de uso público.

Naquela época as coisas não eram bem como funcionam hoje. A comunicação evoluiu bastante e atualmente não há quem viva sem internet, seja para trabalhar, para falar com a família e amigos ou mesmo para se divertir.

Exemplos disso são as empresárias e mães araçatubenses Ana Lívia Lopes Villela Goldmann e Camila Marques Gaglia, que há quatro anos criaram um site para vender roupas de crianças que não servem mais nos filhos delas e nos dos clientes. Elas são amigas de infância que ao se tornarem mães perceberam o quanto bebês perdem suas roupas rapidamente. A loja virtual delas é especializada em compra e venda de produtos seminovos, mas em excelente estado de uso.

A loja “Não Cabe Mais” surgiu primeiro no Instagram e foi por ele que as duas conheceram muitas das atuais clientes. Essa proximidade fez com que elas se apaixonassem ainda mais pelo trabalho das amigas e hoje, a loja compra e vende peças para todo o Brasil. “Após contato via e-mail, nós mandamos um explicativo de venda onde contém todas nossas regrinhas. É feita uma pré avaliação por WhatsApp onde a cliente manda as fotos e segue um critério rígido de como precisa estar o estado das peças. Depois de acordado o valor, ela nos envia por correio. Chegando aqui, essas peças passam por uma checagem e se estiverem com algum problema, essas podem ser devolvidas ou encaminhas à doação pela própria empresa”, explica.

“Acreditamos que sem a internet não alcançaríamos um público tão vasto de diversos lugares, de diferentes cidades e Estados. Provavelmente seríamos somente uma loja física aqui no interior de São Paulo. A internet nos abriu muitas possibilidades de sucesso”, afirmam Ana Lívia e Camila.

Outro exemplo de quem teve bastante ajuda da internet é a banda de Araçatuba Código de Conduta. Em 2016, depois da morte do namorado do vocalista, Otávio Almeida, a banda fez uma “vaquinha virtual” para financiar a produção do clipe da música “Desse Equilíbrio”. Mais recentemente, o grupo formado por Murilo Almeida (vocal), Otavio Almeida (vocal), Eduardo Martinez (baixo), Fernando Patrocínio (guitarra e pads), Renan Augusto Castro Dias (bateria) e Gustavo de Paula (guitarra), usou a internet para outra campanha. Desta vez foi para conseguir votos para participar do festival NOS Alive’18, que ocorreu em julho deste ano, em Portugal.

A banda foi uma das três escolhidas pelo público no concurso, que ainda teve uma etapa com apresentação em São Paulo, mas os meninos não foram selecionados nessa fase. “A internet hoje é o principal meio de divulgação que a gente usa. Pra conseguir os votos pro EDP a gente usou muito a internet e o boca a boca, nos bares, entre os amigos. Mas a votação era pela internet. Quem não se utiliza bem da internet é muito difícil hoje ser lembrado, porque é o principal meio. E a internet é superpresente até na questão dos videoclipes, que a Código de Conduta lançou semana passada o terceiro clipe. E hoje em dia não tem mais videoclipe em emissora de TV. É a internet mesmo, no YouTube, por meio da internet. É difícil até imaginar como era antes a divulgação sem a internet, de bandas independentes”, conta Martinez.

As irmãs Marina Bernardes Xandó e Mariah Bernardes Maia têm profissões mais novas – as duas são blogueiras. Só no Instagram, elas somam mais de 660 mil seguidores. Na rede social as duas mostram o dia a dia, a maternidade, a vida de luxo e dão dicas de moda, beleza e viagens.

“A internet para mim significa uma revolução na vida! Ela possibilita eu me realizar profissionalmente nos dois ofícios que amo: blog e advocacia! Além disso, faz com que eu me aproxime das minhas leitoras, a quem eu dedico todo o sucesso do AskMi! O ponto negativo é a exposição e também algumas críticas que não são construtivas, mas, graças a Deus acontecem esporadicamente!

A internet possibilita que eu fique mais tempo com minha família e, também, que eu possa viajar sem me afastar totalmente do trabalho! Amo o que eu faço e, parte disso, o mérito é da internet”, afirma Marina.
Para Mariah, a internet a fez acreditar nos sonhos. “Lembro até hoje quando disse à minha família e amigos que teria um blog de moda e esse seria meu trabalho! Ninguém imaginava que essa seria uma das profissões do futuro, muito menos eu! Aos poucos, fui percebendo o quão esse universo possibilita criações, interação, pesquisas e crescimento pessoal”, comemora.

“Hoje, sou muito realizada profissionalmente, posso dizer que estou construindo um patrimônio próprio com muito esforço e dedicação. Além disso, sou grata a Deus pelas pessoas que conheci e experiências que vivo diariamente devido à internet. Mas, sem sombra de dúvidas, estar conectada com minhas leitoras é a minha verdadeira realização pessoal”, completa.

iética. A Arpanet, uma divisão do Exército dos Estados Unidos, conseguia fazer com que a troca de informações fosse inviolável.

Fonte: Folha da regiao/ Lázaro Júnior

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