Feira Genética começa amanhã na Expô Araçatuba

Evento é oportunidade de adquirir produtos de qualidade comprovada para fazer melhoramento do rebanho
10/07/2018 15:51 Região
Gado Nelore, um dos mais tradicionais da região, que está participando da Expô Genética / foto: Eduardo Fonseca 0 AÇÕES 52 VISUALIZAÇÕES Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter PUBLICIDADE  Começa amanhã, dentro da Expô Araçatuba, a Feira Ge
Gado Nelore, um dos mais tradicionais da região, que está participando da Expô Genética / foto: Eduardo Fonseca 0 AÇÕES 52 VISUALIZAÇÕES Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter PUBLICIDADE Começa amanhã, dentro da Expô Araçatuba, a Feira Ge

Começa amanhã, dentro da Expô Araçatuba, a Feira Genética, com cerca de 260 animais, todos melhorados geneticamente. A genética, inclusive, é um dos destaques da Expô deste ano.

Já há mais de dez anos, Araçatuba se tornou um polo e referência no setor de melhoramento, com vários bancos genéticos instalados não só no município, mas também na região. Essa nova fase da pecuária mantém Araçatuba como Capital do Boi Gordo.

O melhoramento genético é uma forma de modificar os touros a fim de que eles sejam aperfeiçoados para uma determinada função – no caso dos bovinos, produção de leite ou melhor carne, por exemplo.

A coordenadora da feira e zootecnista Daniele Almeida explica que a maioria dos touros que participam da Expô deste ano é da raça Nelore, uma das mais tradicionais da região. Mas não são só os touros que passam por esse tipo de melhoramento. Os equinos e ovinos também passam por esse processo. Na Feira Genética o destaque dos equinos é para a raça Quarto de Milha. Os ovinos são representados pelas raças Suffolk e Dorper.

De acordo com Daniele, as exposições vão além das pistas de julgamento. Em Uberaba (MG), por exemplo, existe uma feira destinada a apresentar apenas animais melhorados geneticamente. A zootecnista explica que o objetivo desse melhoramento é passar as “qualidades” de pai para filho e aperfeiçoar as características a cada geração.

No caso dos leilões, esses animais não são vendidos para abate, mas sim para que os criadores tenham acesso às matrizes e consigam, assim, manter a reprodução deles. Depois de melhorado e atingido o objetivo – como uma carne mais macia ou animais com mais carcaça no abate, no caso dos ovinos ou bovinos – , essas novas gerações são destinadas ao abate. “É uma melhora safra após safra, passando de pai para filho. E esse tipo de exposição já é uma tendência em vários Estados. Já há anos a gente tem percebido que o foco das feiras vem mudando”, afirma.

A zootecnista lembra que, anteriormente, os animais nas exposições eram vendidos para reprodução, mas da forma tradicional, sem melhoramento. Havia os cruzamentos entre raças, mas não tinha tecnologia para sexagem (definir o sexo). Hoje, alguns touros são abatidos com 16 meses. Antes, a idade média de abate era de quatro anos.

De acordo com o presidente do Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste), Fábio Brancato, a Feira Genética é a demonstração de diferentes raças, no qual o produtor leva alguns exemplares e expõe seus resultados genéticos. “Esse espaço é uma maneira de divulgar e mostrar a genética regional. Hoje somos exportadores dela para o Brasil inteiro, então essa é uma maneira de fortalecer e valorizar o que temos de melhor aqui”, diz Brancato.

COMERCIALIZAÇÃO
Além de estarem à mostra, alguns animais estarão disponíveis para comercialização. Outros, devido ao alto índice de qualificação, estão disponíveis apenas para comercialização de sêmen.

COMENTÁRIOS

Usando sua conta do Facebook para comentar, você estará sujeito aos termos de uso e politicas de privacidade do Facebook. Seu nome no Facebook, Foto e outras informações pessoais que você deixou como públicas, irão aparecer no seu comentário e poderão ser usadas nas plataformas do General Salgado News.