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Paraguai prende líder de grupo criminoso fugitivo do Brasil

Ele fugiu do Brasil depois de ter sido colocado em prisão domiciliar por sofrer de uma doença crônica e estar em risco de contrair o novo coronavírus.

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Policiais da agência antidroga do Paraguai (SENAD) prenderam hoje, numa residência de luxo no leste do país, o líder de uma organização criminosa brasileira que fugiu do Brasil em junho, de acordo com informações oficiais.

Fabrício Santos da Silva, conhecido  como "Guri" ou "Nenê", 37 anos, líder do bando chamado de "Os Manos", foi detido por uma brigada de agentes numa urbanização exclusiva em Hernandarias, cidade satélite de Ciudad del Este, na fronteira do Paraguai com o Brasil.

O homem foi preso depois de agentes terem invadido a sua casa numa operação durante a qual foram também detidas duas mulheres e um outro homem, todos de nacionalidade paraguaia.

Após a operação, a SENAD anunciou a transferência do detido para o Departamento de Migração, a fim de entregar de imediato o cidadão às autoridades do Brasil na mesma zona fronteiriça.

Da Silva fugiu do Brasil depois de ter sido colocado em prisão domiciliar por sofrer de uma doença crônica e estar em risco de contrair o novo coronavírus.

O preso era controlado por tornozeleira eletrônica, que destruiu antes de fugir para o Paraguai.

A SENAD explicou ainda que Santos da Silva, cuja organização criminosa opera no  Rio Grande do Sul, foi condenado no Brasil a mais de 70 anos de prisão pelo assassinato de dois policiais e por tráfico de drogas.

Em 2017, foi transferido temporariamente para uma prisão federal após ter liderado uma fuga frustrada de 200 prisioneiros através da escavação de um túnel na Prisão Central, segundo a fonte.

A SENAD acrescentou que o grupo operava em algumas atividades em associação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do Brasil.

O PCC é o grupo criminoso brasileiro com maior presença no Paraguai, seguido pelo Comando Vermelho.

 

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