Justiça determina que rapaz preso por matar ex-namorada de General Salgado, vá a júri popular

Maria Júlia Quintino da Silva, de 17 anos, era estudante de zootecnia da Unesp, em Ilha Solteira (SP). Rafael Almeida Moreira de Souza está preso preventivamente em um presídio da região.
22/10/2019 05:54 General Salgado
Foto: Reprodução
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A Justiça determinou que o rapaz preso suspeito de matar com 35 golpes de canivete a ex-namorada Maria Júlia Martins Quintino da Silva, de 17 anos, em Ilha Solteira (SP), vá ao Tribunal de Júri por homicídio quadruplamente qualificado. A data ainda não foi marcada.

Na decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico na sexta-feira (18), o juiz Rafael Almeida Moreira de Souza manteve a prisão preventiva de Jean Gomes de Menezes Santana, realizada no dia 11 de abril de 2018, em Pereira Barreto (SP).

“O réu é pessoa fria e potencialmente perigosa, de maneira que, em liberdade, poderá voltar a delinquir, o que faz de seu encarceramento provisório medida necessária para garantir a ordem pública”, escreveu o juiz em um trecho da decisão.

Maria Júlia tinha acabado de sair da república onde morava e ia para a faculdade quando foi atacada, no dia 9 de abril de 2018. Ela morreu no local do crime.

O ex-namorado dela fugiu em um carro, que foi encontrado abandonado em uma fazenda de Ilha Solteira (SP), mas foi preso no dia 11 de abril de 2018, escondido em um matagal, em Pereira Barreto (SP).

“A polícia recebeu denúncia anônima de que ele estaria nas ruas de Pereira Barreto, perto do recinto de exposição. A polícia o abordou e ele já confessou ter praticado esse bárbaro crime na cidade. Ele não resistiu à prisão, estava bem cansado por estar fugindo”, afirma o capitão Fábio Akira, da Polícia Militar.

De acordo com a Polícia Civil, ele confessou ter matado a jovem, que era do primeiro ano do curso de zootecnia na Unesp.

Um primo do suspeito, que segundo a polícia ajudou na fuga, foi preso, mas foi colocado em liberdade mediante o pagamento de fiança de um salário mínimo em audiência de custódia.

O corpo de Maria Júlia foi enterrado no cemitério de General Salgado (SP), onde a família mora, um dia após ser morta. Tanto na cidade, como no campus da Unesp, amigos e estudantes fizeram uma vigília e manifestações pedindo Justiça no caso.

Os estudantes acenderam velas na frente da delegacia e também colaram cartazes contra a violência nas paredes da delegacia.

Fonte: G1

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