Após mais de 60 dias internada, bebê mordida pelo pai que 'surtou' com choro recebe alta hospitalar

Pai da criança, Wilian dos Santos Domingues, de 23 anos, está preso preventivamente. Menina foi levada para uma casa de acolhimento em São José do Rio Preto (SP).
22/11/2019 09:03 Policial
Foto: Reprodução
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A bebê que ficou gravemente ferida depois de ser mordida diversas vezes pelo pai recebeu alta hospitalar após permanecer mais de 60 dias internada Hospital da Criança e Maternidade (HCM), em São José do Rio Preto (SP).

Wilian dos Santos Domingues, de 23 anos, apontado como o principal suspeito de ter causados os ferimentos na bebê, que atualmente está com três meses, se entregou na Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) seis dias depois de cometer o crime, registrado no dia 14 de setembro. Ele permanece preso preventivamente.

Segundo o juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, a menina foi levada para uma casa de acolhimento do município.

Como há uma ação do Ministério Público para destruição do poder familiar, a Justiça aguarda uma carta precatória para busca de família extensa para que haja prosseguimento no caso.

A delegada responsável pelas investigações, Margareth Franco, afirma que Wilian alegou durante depoimento à Polícia Civil que estava cuidando da criança enquanto a mulher trabalhava.

Ele também disse que surtou com o choro da criança e começou a morder a filha, na época com 32 dias de vida. A menina sofreu ferimentos nas pernas, nádegas, membros superiores e inferiores e até na orelha.

Depois das agressões, a menina foi socorrida pela avó paterna para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jaguaré.

Contudo, por causa dos ferimentos, ela precisou ser encaminhada para o Hospital da Criança e Maternidade (HCM), onde permaneceu internada até receber alta hospitalar na terça-feira (19).

Ao G1, a delega afirmou que concluiu o inquérito policial e o encaminhou ao Ministério Público para que o suspeito fosse indiciado por tentativa de homicídio qualificado.

O advogado de defesa do suspeito, Mário Guioto Filho, Wilian é usuário de droga e que a família alega que ele possuí problemas mentais.

Além disso, ele também afirmou que entraria com um pedido de higidez mental. O G1 tentou entrar em contato com o advogado para atualizar o caso, mas não conseguiu.

Fonte: G1

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