Suspeito de matar aluna de Salgado não aceitava fim do namoro, diz polícia

Rapaz foi preso temporariamente e vai responder por feminicídio; ele pode pegar até 30 anos de prisão. Laudo aponta que vítima de 17 anos teve 35 perfurações provocadas por canivete, segundo a Polícia Civil de Ilha Solteira.
13/04/2018 05:12 General Salgado
Maria Júlia Martins morreu quando estava indo para a Unesp, em Ilha Solteira (SP) (Foto: Reprodução/Facebook/Maria Júlia Martins/Arquivo)
Maria Júlia Martins morreu quando estava indo para a Unesp, em Ilha Solteira (SP) (Foto: Reprodução/Facebook/Maria Júlia Martins/Arquivo)

O rapaz preso suspeito de matar a ex-namorada com vários golpes de canivete em Ilha Solteira (SP) disse durante depoimento nesta-quarta-feira (11) que cometeu o crime por não aceitar o fim do relacionamento, informou a Polícia Civil.

Jean Gomes de Menezes Santana foi preso em Pereira Barreto (SP). Segundo a polícia, ele confessou o assassinato de Maria Júlia Martins Quintino da Silva, de 17 anos, e foi preso temporariamente, por 30 dias.

Ainda conforme a Polícia Civil, o rapaz disse durante depoimento que usou um canivete, e não uma faca como a polícia chegou a divulgar. A polícia também informou que um laudo apontou 35 perfurações no corpo de Maria Júlia.

Jean vai responder por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, emboscada e feminicídio, podendo pegar até 30 anos de prisão.

Maria Júlia tinha acabado de sair da república onde morava e ia para a faculdade quando foi atacada, na segunda-feira (9). A vítima cursava o primeiro ano do curso de zootecnia na Unesp.

Um primo do suspeito, que segundo a polícia ajudou na fuga, foi preso, mas ficou decidido a liberdade mediante o pagamento de fiança de um salário mínimo em audiência de custódia. O valor foi pago nesta quarta-feira, quando recebeu a liberdade.

“A polícia recebeu denúncia anônima de que ele estaria nas ruas de Pereira Barreto, perto do recinto de exposição. A polícia o abordou e ele já confessou ter praticado esse bárbaro crime na cidade. Ele não resistiu à prisão, estava bem cansado por estar fugindo”, afirma o capitão Fábio Akira, da Polícia Militar.

O corpo de Maria Júlia foi enterrado no cemitério de General Salgado (SP), onde a família mora, na terça-feira (10). Tanto na cidade, como no campus da Unesp, amigos e estudantes fizeram uma vigília e manifestações pedindo Justiça no caso.

Os estudantes acenderam velas na frente da delegacia e também colaram cartazes contra a violência nas paredes da delegacia.

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Fonte: G1 Rio Preto e Araçatuba / G1

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