General Salgado: Justiça aceita denúncia e decreta prisão Jean Gomes acusado de matar Maria Julia

06/06/2018 14:57 General Salgado
Jean Gomes de Menezes Santana, 28 anos, acusado de matar a ex-namorada Maria Julia Martins Quintino da Silva, 17 anos
Jean Gomes de Menezes Santana, 28 anos, acusado de matar a ex-namorada Maria Julia Martins Quintino da Silva, 17 anos

A Justiça de Ilha Solteira aceitou denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de Jean Gomes de Menezes Santana, 28 anos, acusado de matar a ex-namorada Maria Julia Martins Quintino da Silva, 17 anos, em abril deste ano. A jovem levou 35 golpes de canivete. O caso está sendo tratado como feminicídio. Conforme o MP, “a razão da prática do crime foi o desinteresse da vítima em reatar o relacionamento que mantiveram no passado”.

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Segundo a polícia informou na época, a adolescente saiu da república onde morava e estava a caminho do câmpus da Unesp (Universidade Estadual Paulista) quando foi abordada pelo suspeito, que estava escondido atrás de uma parede. Maria Julia era residente em General Salgado e cursava o primeiro ano da faculdade de zootecnia.

O ex-namorado foi preso dois dias depois do crime, em Pereira Barreto, quando tentava pegar uma carona. O primo dele, um cabeleireiro de 30 anos foi preso no dia do assassinato, acusado de participar da ação. Em audiência de custódia, ele foi liberado para responder o inquérito em liberdade mediante o pagamento de fiança de um salário-mínimo.

Na denúncia feita à Justiça, o MP afirma que a perícia técnica constatou que a vítima foi atacada com grande violência. A adolescente ainda teve um corte no pescoço, provocando um choque hemorrágico e, na sequência, a morte.

“Não bastasse, a vítima ainda sofreu extensas lesões nos pulmões e no coração, além de ter lesionadas as alças intestinais. Não há dúvida quanto à intenção homicida do acusado e está claro que o denunciado agiu com menosprezo à condição de mulher”, cita a Promotoria.

Na decisão, a Justiça de Ilha Solteira afirma que “os elementos de informação trazidos aos autos demonstram a existência material do crime de feminicídio”, e que o crime “foi praticado com requintes de crueldade”. Além disso, o juiz responsável pelo caso cita que o réu é “pessoa fria e extremamente perigosa”.

“Como se não bastasse isso, imperioso considerar que o acusado tentou fugir após a prática do delito, permanecendo foragido durante dias, o que denuncia uma clara predisposição de furtar-se à aplicação da lei penal”, completa o magistrado.

Fonte: Folha da região/

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