Falta de médicos peritos em unidades do INSS de General Salgado e região causa transtornos para moradores

Quem precisa passar por perícia precisa viajar para outras cidades e ainda encarar longo tempo de espera.
10/03/2018 10:12 General Salgado
Instituto de Pereira Barreto está com falta de médicos peritos (Foto: Reprodução/TV TEM)
Instituto de Pereira Barreto está com falta de médicos peritos (Foto: Reprodução/TV TEM)

Agendar a perícia do INSS em algumas cidades da região noroeste paulista tem sido um problema para os moradores. Em cidades como Pereira Barreto (SP) e General Salgado (SP), não tem como fazer agendamento porque não tem funcionários específicos.

Para conseguir agendamento, as pessoas estão buscando o atendimento em outras unidades. A falta desses profissionais na agência de Pereira Barreto vem desde o final de 2016. Por isso, quem precisa passar por perícias, tem que se deslocar para outras unidades da região.

Como é o caso do aposentado Hélio Ribeiro Novais. Ele está tentando passar o irmão por uma perícia para receber um benefício da previdência. O irmão dele, Valter, hoje está acamado por causa de dois AVC’s que sofreu nos últimos três anos.

Eles moram em um sítio, em Sud Mennucci (SP), e o problema é que a agência do INSS mais próxima, que fica há 25 quilômetros de distância, em Pereira Barreto, não tem nem médico perito, nem assistente social, que, no caso dele, é quem faz as avaliações antes da perícia.

 

“Esperamos quase um ano para marcar, aí marcaram a perícia em cima do horário, tipo 40 minutos antes, falei que não dava tempo, eles falaram para marcar outro dia, mas não tem médico perito”, afirma o aposentado.

 

Para o Valter, a distância quase triplica, porque ele precisa ser levado para Ilha Solteira, que fica a 70 quilômetros. “A situação como esta, carregando ele para lá, é muito difícil”, afirma.

Na agência do INSS de General Salgado, a situação é a mesma. Não tem médicos peritos e nem assistente social e essa defasagem dura cinco anos. Os moradores têm de procurar as unidades mais próximas, que ficam em Jales, Fernandópolis, Votuporanga ou até Araçatuba.

Além da distância, outro problema é que nessas unidades a fila de espera é grande: chega a 50 dias, justamente por causa do número reduzido de médicos peritos e por causa da demanda de unidades que não realizam mais os procedimentos.

“Foi confirmada depressão pós-parto e também transtorno bipolar, preciso do benefício e toda vez é esse transtorno para marcar”, afirma a beneficiária Noara Pereira Haddad, que mora em Auriflama e precisa ir para Jales todas vez.

O INSS disse que todo ano pede a recomposição do quadro de funcionários junto ao Ministério do Planejamento e o último concurso foi em 2015. O instituto falou também que foram convocadas 950 pessoas e espera ter à disposição outras 2,6 mil desse mesmo concurso, mas tem de esperar a autorização do Ministério do Planejamento que está analisando o pedido.

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Fonte: Por G1 Rio Preto e Araçatuba

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