Moradores reclamam de demora na entrega de obras em Mirassol

Prefeitura do município afirma que 72% das obras estão prontas. Diretor do Departamento de Obras acredita que serão entregues em oito meses.
15/05/2019 06:05 Economia
Foto: Reprodução
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Os moradores de Mirassol (SP) reclamam da demora na entrega de quatro obras públicas da cidade. A prefeitura do município afirma que 72% delas estão prontas.

A construção de uma creche no bairro Parque das Flores, que custou aos cofres públicos quase R$ 2 milhões, começou em novembro de 2017 com previsão de entrega para um ano depois. No entanto, não recebeu nenhum aluno até hoje.

A dona de casa Thaís Scarante enfrenta transtornos porque precisa andar cerca de 30 minutos e atravessar dois bairros para levar os filhos em outra unidade de ensino. Sendo que a creche em construção, fica a poucos metros da casa dela.

“Dificulta muito. Porque tenho que andar muito com duas crianças pequenas para ir até a creche sendo que existe uma do lado da minha casa que ainda não está funcionando”, afirma.

Outra obra parada desde 2016 é a Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), no bairro Nossa Senhora Aparecida. O prédio custou R$ 904 mil, mas os moradores que passam pelo local encontram o prédio cercado por tapumes e tomado pelo mato.

No Jardim Renascença, as obras da Unidade Básica de Saúde (UBS) estão sem receber pacientes desde 2012. Foram investidos R$ 429 mil. A construção está abandonada, cheia de infiltrações, com água parada e com caixas d’águas destampadas.

Além disso, moradores afirmam que, como o local não está cercado, usuários de drogas entram para consumir entorpecentes e furtar quadros e fios de energia elétrica.

“Eu acho uma falta de respeito com a população. É um dinheiro nosso parado. Para piorar, o local virou ponto de usuário de drogas. É muito triste ver isso em Mirassol”, Rita de Cássia Rufino.

A reforma da Casa de Cultura também está parada. As obras começaram em 2017. Ao todo, R$ 1 milhão foram gastos, mas assim como acontece com as outras, até hoje ninguém conseguiu desfrutar do local.

“Nos sentimos mal. Os impostos são pagos, se não pagamos, sabemos as consequências. Eles deveriam por a mão na consciência e pensar mais na população", o pedreiro Paulo Malta da Silva.

À TV TEM, o diretor do Departamento de Obras da Prefeitura disse que muitos desses problemas ainda não foram resolvidos porque foram herdados de outras administrações e o município não tinha dinheiro.

“Algumas empresas não concluíram as obras em tempo hábil, extinguiu-se o contrato, não apresentaram os documentos. A administração toma as providencias dentro da lei, dentro da legalidade, na maior transparência possível para que faça outras licitações. Mas acredito que, em um prazo muito longo, oito meses no máximo conseguimos concluí-las”, diz Antônio Carlos Doimo.

Fonte: G1

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