Etanol volta a subir nos postos de Araçatuba e chega aos R$ 2,29

Queda no processamento de cana
30/08/2018 15:18 Economia
Ainda é possível economizar um pouco pesquisando preços / Foto: Eduardo Fonseca
Ainda é possível economizar um pouco pesquisando preços / Foto: Eduardo Fonseca

Depois de ficar abaixo da casa dos R$ 2 na maioria dos postos de Araçatuba, o etanol voltou a subir e já chega aos R$ 2,29. Em alguns estabelecimentos é possível encontrar a R$ 2,13. A alta foi registrada nos últimos dois dias em praticamente todos os postos da cidade.

Há pouco mais de um mês, alguns dos postos começaram a praticar valores diferentes do combustível dependendo da forma de pagamento. Em dinheiro, o preço sai mais barato que se pago nos cartões de crédito ou débito. Essa diferença é permitida por Medida Provisória, sancionada ano passado.
Mesmo com a alta nos postos, ainda é mais vantajoso pagar em dinheiro, quando a diferença pode ser de até mais de R$ 0,20 dependendo do estabelecimento.

Em Araçatuba, não há mais ninguém responsável pela diretoria do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo), mas a informação obtida pela reportagem de alguns empresários é que as distribuidoras estão repassando o combustível a preços mais altos. A reportagem tentou contato com a presidência do Sindicato em São Paulo, mas a informação é que o responsável estava em reunião.

De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul somou 1,34 bilhão de litros nos primeiros 15 dias de agosto, crescimento de 20,32% em relação à mesma quinzena do ano anterior (1,12 bilhão de litros), sendo 53,49 milhões destinados à exportação e 1,29 bilhão ao mercado doméstico.

Além disso, as vendas acumuladas de etanol pelas usinas, desde o início da safra 2018/2019 até 16 de agosto, somaram 10,58 bilhões de litros, com 566,55 milhões exportados e 10,02 bilhões comercializados internamente – crescimento acumulado de 16,43% na comparação com o ciclo 2017/2018.

Apesar das vendas terem aumentado, a quantidade de cana-de-açúcar processada somou 33,56 milhões de toneladas na primeira quinzena de agosto. Esse número é 26,13% inferior às 45,44 milhões de toneladas no mesmo período na safra 2017/2018.

Conforme a entidade, essa redução decorre das intensas chuvas ocorridas no início do mês de agosto que impactaram o ritmo de colheita, implicando numa perda média de quase cinco dias de moagem. As regiões foram afetadas de formas distintas, variando a interrupção no processamento de cana de um até nove dias, de acordo com o que foi observado no Estado do Paraná e regiões de Assis, Piracicaba e São Carlos, em São Paulo.

A Unica informou que, como já era previsto, nesta safra a produção foi mais alcooleira e apenas 36,37% da matéria-prima foram destinados à fabricação de açúcar, ante os 48,69% registrados até a mesma data de 2017.

Dados preliminares apurados pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), a partir de uma amostra comum de 76 empresas, indicam que houve uma intensa retração de 11,12% na produtividade agrícola do canavial colhido na primeira quinzena de agosto em comparação ao mesmo período da safra 2017/2018. Segundo a Unica, a quebra agrícola registrada nessa quinzena retrata o início da tendência de queda esperada para os próximos meses.

Fonte: Folha da região/ Eduardo Fonseca

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