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Durante o inverno, incidência de pragas é reduzida e rendimento das hortas em MS pode chegar a 90%

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Clima e temperatura mais amenos favorecem o desenvolvimento das hortaliças no estado. Nas estações mais quentes, aproveitamento não passa de 30%.

Em junho, com o início do inverno no dia 21, o calor intenso se despede e dá lugar a temperaturas mais amenas em Mato Grosso do Sul. A estação, temida por produtores rurais de diversas cadeias produtivas, é muito esperada pelos horticultores do estado, já que as características climáticas favorecem o cultivo de algumas espécies. Este é o tema da editoria ‘Educação no Campo’ desta quarta-feira (17).

“Com a pouca chuva do período, há redução da incidência de doenças pois, com o frio e umidade relativa do ar mais baixa, as pragas não aparecem. É neste momento que hortaliças como alface, rúcula, couve, repolho, almeirão e coentro, ganham espaço nas hortas do estado”, explica o consultor da Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, Vitor Almeida.

O técnico explica que a diferença está no tempo e na eficiência para o ciclo. “Enquanto nas estações mais quentes, a alface leva em torno de 30 dias para atingir o tempo de colheita, no inverno, pode chegar até 40 dias. Leva mais tempo, mas o rendimento é muito maior. No calor de tudo que é plantado em campo aberto se colhe em torno de 30%, e no cultivo durante o inverno, a colheita atinge 90%”.

A dica para quem faz o cultivo protegido ou possui tela é colocar palha nos canteiros. “A cobertura reduz os impactos da chuva e da geada nas plantas e mantém a temperatura do solo”, acrescenta.

 

 

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